Na última semana, em Salvador (BA), a práxis educomunicativa foi destaque durante a atividade “Meio ambiente e comunicação: a educomunicação como elo para o protagonismo socioambiental”, evento promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia como parte da programação do “Junho Verde 2026”. Realizado na Biblioteca do Meio Ambiente Milton Santos, o encontro reuniu, em duas rodas de conversa, estudantes, educadores, pesquisadores, jornalistas e representantes da sociedade civil para um debate acerca do engajamento ambiental, a participação cidadã e juvenil e o combate à desinformação diante dos desafios socioambientais e climáticos dos dias atuais. 

Na roda de conversa “Educomunicação e protagonismo socioambiental: desafios e perspectivas”, foram debatidas experiências relacionadas à educação ambiental, à produção de conteúdos e à mobilização comunitária, dando destaque ao papel decisivo da comunicação no fortalecimento da participação social. Participaram da mesa o professor Zé Vicente, o pesquisador e fotógrafo Ismael Silva e a pedagoga e mestre em Educação Jéssica Gouvêia. A presença juvenil ganhou ainda mais visibilidade na roda “Ecos do futuro: juventudes comunicando a emergência climática na era digital”, onde foram apresentadas experiências desenvolvidas por jovens comunicadores da rede estadual de ensino baiana. Integrantes da agência de notícias Voz Ativa Ceclar, do Clube de Ciências Orbitz, juntamente ao estudante universitário Nicolas Natale Moreira, discorreram sobre iniciativas relacionadas à divulgação científica, ao combate à desinformação e ao uso das plataformas digitais para ampliar o debate sobre a crise climática.

Para Mariana Mascarenhas, diretora de Educação Ambiental para a Sustentabilidade da Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia, a Educomunicação tem um papel decisivo no contato das populações com o debate sobre questões ambientais. “Precisamos aprender a comunicar melhor as questões ambientais para que as pessoas se aproximem delas. A educomunicação permite que a população produza e compartilhe informações relevantes a partir de suas próprias experiências e fortalece a participação social”, defendeu a gestora na abertura das atividades.

A relevância do protagonismo juvenil no debate acerca das questões ambientais foi ressaltada pelos próprios estudantes que participaram do evento. “Trazer estudantes da Educação Básica para discutir mudanças climáticas é fundamental. Precisamos entender o que está acontecendo no mundo e buscar soluções”, defende Ana Beatriz de Paula, aluna secundarista da rede estadual de ensino da Bahia. Nesse sentido, para a coordenadora de Educação Ambiental e Saúde da Secretaria da Educação do Estado, “sensibilizar os estudantes para a preservação da natureza é fundamental para a construção de um futuro sustentável, a educação ambiental desenvolvida nas escolas desperta o protagonismo juvenil e incentiva ações que transformam a realidade das comunidades”, afirma Joyce da Paixão.

Instituída em 2022, o Junho Verde é uma campanha nacional dedicada à promoção da educação ambiental, com ações envolvendo órgãos públicos municipais, estaduais e federais, além de escolas, universidades, empresas, organizações da sociedade civil, comunidades tradicionais e povos indígenas, tendo como foco a ampliação do diálogo e o engajamento da sociedade em torno da sustentabilidade em todo o território nacional.

Luís Felipe de Oliveira Scala é graduado em Educomunicação pela Escola de ​Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Por meio do Programa Unificado de Bolsas da Universidade de São Paulo ​(PUB/USP), atuou como colaborador do Núcleo de Comunicação e ​Educação da Universidade de São Paulo (NCE/USP). Em 2022 integrou a equipe de comunicação da então vereadora Erika Hilton, na ​Câmara Municipal de São Paulo.

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